Adeptos do cientificismo dificilmente concordariam com quem afirmasse que a atenção plena ou meditação pode ser um santo remédio, mas os praticantes desta arte não têm dúvidas de que sua adoção, além de proporcionar uma inegável sensação de bem-estar, estimula o desenvolvimento ou a manutenção de hábitos mais saudáveis, como a ingestão de alimentos de verdade, a prática de atividades físicas na rotina diária e a respiração consciente, à medida que se desenvolve a percepção de si mesmo e, por extensão, o controle do estresse. Como os tais resistem à experimentação efetiva e só se apegam aos parcos estudos que questionam um ou outro aspecto metodológico dos trabalhos que buscam validar o modelo, que fiquem com seus cânones e continuem dependentes da terapêutica convencional, pois, se desejam abordagens aprovadas por seus pares, devem ter o direito de utilizá-las sempre que precisarem. Mas, que sejam maduros o bastante para respeitar o outro em seu direito inalienável de escolher a via a que melhor se ajuste, principalmente nestes tempos em que não há absolutos ou respostas definitivas.
Atenção plena
Ariovaldo Esgoti
01/12/2017