Competitividade e planejamento


A história corporativa tem demonstrado que problemas, ou mais apropriadamente desafios, são inerentes à realidade empresarial, sendo ineficaz a lamentação diante de eventos que ameacem abalar a solidez dos empreendimentos. Alguns dos estrategistas da atualidade defendem um tradicional ensino, para equacionamento da questão: "o importante não é o que acontece, mas a reação em meio aos acontecimentos". Se observarmos a experiência humana constataremos que, em termos gerais, a infância é marcada pela ingenuidade, a adolescência pela rebeldia e a maturidade, ao menos idealisticamente, pela sensatez, o que possibilitaria a genuína transformação do meio. Analogamente ao que se passa com o gênero humano, o mundo empresarial demonstra bom senso, maturidade, ao se entender com o processo de organização, com o planejamento. Um exame mais acurado daquele princípio nos revelará que o segredo está no processo que antecede as ocorrências, na maturidade que confere sobriedade às decisões. Desde que consistente, este modelo pode estimular a semente da competitividade, configurando, se necessário, o projeto empresarial para que acesse um novo ponto na escala do desenvolvimento. Os conceitos sugeridos dizem respeito ao sistema de informações gerenciais e representam os elementos que marcam o processo administrativo de qualidade, indispensável à transição da sobrevida à competitividade empresarial. Não há como se esquivar do fato de que o planejamento consistente tem o potencial de ampliar a eficácia do empreendimento ao reunir as informações que integram o plano de negócios, como, por exemplo, as de ordem: legal, mercadológica, organizacional e econômica. Nesse contexto, a dimensão estratégica pressupõe a transição de projetos com base em aspectos eminentemente pessoais, excessivamente subjetivos, a planos que considerem a prospecção mercadológica em sentido amplo, sem perder de vista a justa remuneração do investimento. Tais reflexões permitem a constatação de que a empresa competitiva é caracterizada pela organização e exerce um papel ativo em seu mercado, o que implica no desenvolvimento da capacidade de antecipação das opções mais eficazes. Assim, desde que haja o adequado monitoramento das variáveis que permeiam o planejamento empresarial, os dirigentes poderiam contar com a real possibilidade de transporem o marasmo rumo à competitividade, aos resultados que, em última análise, viabilizariam o projeto. Quer um dado adicional? A situação fica ainda mais interessante quando nos conscientizamos de que no universo pessoal as premissas são semelhantes às do empresarial. Pense Nisso!



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