O lado esquecido do marketing pessoal


Prezado leitor, vou me solidarizar com você: muito já foi dito sobre o que se convencionou designar de marketing pessoal. Justamente por isso resolvi abordar o tema, pois, como nem sempre é compreendida a sua aplicação, as contribuições são bem-vindas. Embora algumas leituras deixem a sensação de que algo não é dito, o mesmo ocorrendo com algumas palestras, há pesquisadores que têm se saído muito bem na abordagem do tema. É preciso reconhecer que, se há algum mistério no processo, ele consiste em se fazer as coisas de um certo modo, de forma que uma marca fique estabelecida. Serei franco, o tema pode ser desenvolvido em várias direções. No entanto, estou convicto de que a compreensão de um dos conceitos elementares do marketing - o posicionamento - permitirá ao caro leitor, seja na dimensão pessoal, profissional ou empresarial, a utilização dessa indispensável ferramenta. Aprecio, devido à clareza, a definição que o apresenta como estratégia de marketing que objetiva criar, para o público-alvo, percepção diferenciada de uma marca, empresa, pessoa, produto, serviço, em relação a seus concorrentes. Aqui, o elemento que se sobressai é a percepção alcançada por aqueles que direta ou indiretamente cruzam o nosso caminho, pois, é com esse fundamento que oportunidades são criadas ou desperdiçadas. Se você indagar sobre se há uma fórmula que permita projetar a imagem certa, terei que responder que os manuais não dão conta de uma realidade dinâmica como a nossa. Se é que alguma regra pode ser estabelecida, ela consiste em considerar que sua experiência é exclusiva, o que implica em buscar a compreensão do padrão de imagens que são estimuladas naqueles com os quais interage, para que o posicionamento esteja em harmonia com o objetivo traçado. Enfim, trata-se de um estilo de vida em que a consciência do propósito obtenha evidências de sua adequação na qualidade das relações que se estabelecem. De fato, tal comprovação ocorre invariavelmente.



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