Sem medo da concorrência


Alguns empresários e profissionais adorariam viver em um ambiente desprovido de concorrentes, por imaginarem que tal cenário fosse mais propício ao bom desempenho. Para complicar um pouco mais a situação, há exemplos de mercados monopolizados que estimulam esse tipo de ideal, pois proporcionam grandes lucros sem que sejam exigidos sacrifícios equivalentes daqueles que o administram. O fato é que a maioria não tem essa sorte e, para que possam sobreviver e, quem sabe, tornem-se competitivos, precisam se sobressair em seus mercados, diferenciando-se dos demais na preferência do público-alvo. Examinada por ângulo apropriado, a concorrência é benéfica, visto que tem o potencial de estimular a criatividade em busca de alternativas para o confronto e, assim, ser conquistado o espaço visado. No caso de a vítima provável não conseguir encontrar uma saída para reversão da perda de participação em seu mercado, o melhor seria procurar apoio especializado, urgentemente, ou, ao menos, partir para a retirada estratégica, sob pena de amargar perdas nem sempre recuperáveis. Sem armas úteis o combate é desaconselhável, mas aparelhado corretamente não há o que temer, pois os oponentes, até mesmo, poderiam se tornar aliados importantes. Mas, afinal, o que é necessário para que a concorrência deixe de ser um estorvo? Um dos antigos pensadores da humanidade ao afirmar que conhecimento é poder acabou por oferecer às futuras gerações um método que lhes permitiria resolver quaisquer questões. Sim, trata-se de obter o conhecimento que advém da reunião de informações imprescindíveis à compreensão do problema. Em termos práticos, o mercado deveria ser estudado e a concorrência esquadrinhada para que pudessem ser detectadas as abordagens que desencadeariam as reações desejadas. Desta forma, com o tipo certo de conhecimento, o empresariado teria reais condições para reavaliar suas estratégias e determinar o curso mais adequado ao cumprimento de seu plano, o qual poderia ser implementado com destemor.



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