De forma análoga à preparação que deve nortear os investimentos em geral, a empresa deve ser estruturada com a manutenção em perspectiva dos objetivos idealizados, procurando aprimorar o comprometimento da equipe gestora com a realização do plano de negócios, o que pressupõe a superação do excessivo formalismo que tende a dominar a elaboração de projetos.
Embora seja indispensável o acompanhamento dos fatores internos que podem interferir na consecução dos planos, o empreendimento, que pretende se justificar pela eficácia das medidas implementadas precisa estabelecer como parâmetro as exigências do mercado, especialmente se ainda não tiverem assim se caracterizado, mantendo-se, desta forma, na vanguarda de seu setor.
Variadas ações poderiam ser recomendadas, entretanto, como característica geral, sobressaem-se as atitudes inovadora e adaptável frente ao ambiente desafiador que permeia os negócios, pois, pela primeira, a empresa asseguraria, desde que tomadas as providências necessárias, a liderança mercadológica e, pela segunda, a atualização de seus planos, já que o grau de penetração setorial exige flexibilidade e dinamismo de seus agentes.
Conquistada a qualidade do planejamento, o gestor deve se dedicar à organização dos processos internos para que os dados sejam mantidos sob controle permanente, investindo na adoção dos mecanismos mais adequados ao acompanhamento de cada aspecto que evidencie variações ou mutações no patrimônio da entidade.
Como a empresa não se resume a tecnologia e capital, há que serem empregados os esforços indispensáveis à qualificação de seu pessoal, porque, a despeito de possíveis preferências adversas, é o responsável pelo êxito em políticas de inovação e adaptabilidade.
Se for bem-sucedido na organização do empreendimento, o dirigente terá ao seu alcance um sistema de informações que lhe proporcionará com antecedência apropriada os elementos relevantes à tomada de decisões, ampliando a probabilidade de consolidar o seu projeto.
É fato que na prática o planejamento de negócios pode apresentar desafios especiais, entretanto, se desde cedo for conhecido o perfil do investidor, podem ser dados os passos necessários à conciliação entre risco e retorno, o que levará à escolha da melhor alternativa de investimento.
Independentemente de quais sejam os fatores eleitos como relevantes à luz do projeto empresarial, é imprescindível que haja o monitoramento da relação custo e benefício quando da definição das etapas sujeitas ao controle de execução, pois prevalece a máxima: "os benefícios devem superar os custos do projeto para que este seja realmente viável".
Atualmente, há várias opções para avaliação da performance do empreendimento, contudo, o gestor tem na Demonstração dos Fluxos de Caixa um instrumento que se sobressai pela gama de recursos de análise, tornando-lhe possível, dentre outros, detectar a viabilidade de cada um de seus ativos, assim como da empresa, na condição de investimento.
O aperfeiçoamento dos critérios de gestão eficaz tem provocado uma legítima revolução corporativa, visto serem requeridos procedimentos cada vez mais transparentes para a prestação de contas com os usuários da informação contábil, sejam internos ou externos.
Neste plano, têm obtido destaque os procedimentos de auditoria, em princípio, interna, em função do imperativo de eficiência do controle interno das organizações e, posteriormente, externa, devido ao seu papel certificador quanto à consistência dos processos de produção, controle e divulgação das informações.
Indubitavelmente, esta é a era da eficácia empresarial, assim entendida como a reunião pela empresa de características como rentabilidade, expansão e responsabilidade social, dentre outros, fato que tem levado os gestores a uma crescente preocupação com os usuários do sistema de informações gerenciais, primando por sua objetividade.