Colhemos o que semeamos


Muito se discute sobre a nova reforma tributária e seus benefícios, um tema que demanda nossa atenção por sua permanência. Afinal, as leis que reorganizam o mundo externo tendem a criar raízes profundas, definindo a paisagem coletiva por longas e inevitáveis estações.

Contudo, não convém negligenciar a reforma mais vital: aquela que se processa no território silencioso do nosso interior. Se desejamos horizontes distintos, é imprudente insistir em velhas condutas que apenas nos mantiveram ancorados exatamente onde estamos hoje.

Para obter respostas mais luminosas, novas perguntas devem ser sopradas ao vento da consciência. A vida, em sua justiça poética, é uma semeadura contínua; colhemos hoje o que foi plantado no dia a dia, muitas vezes em manhãs que já se perderam há décadas.

A verdadeira transformação ocorre quando a clareza do mundo se une à renovação da alma. O jardineiro atento sabe que a colheita do amanhã depende da coragem de arar o solo interno hoje, trocando o peso do hábito pela leveza do novo agir.



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