Planos (Não) Esquecidos


Se nem todos partiram para o merecido descanso, há quem já tenha retornado, outros se preparam para voltar, enquanto alguns ainda aguardam a pausa tão esperada. Não importa em qual caminho segue quem lê: existe uma jornada sublime, mais valiosa que qualquer roteiro entre museus encantadores ou bibliotecas deslumbrantes sob o céu aberto — é aquele percurso silencioso dentro de si, onde luzes e sombras se alternam e revelam paisagens íntimas.

Nem sempre o trajeto é fácil; trata-se de uma trilha da alma que, por vezes, pede coragem para explorar regiões obscuras e contemplar os espaços onde o brilho se faz presente. Nesse movimento interior, tesouros ocultos podem surgir — riquezas que nenhuma jornada externa poderia ofertar, ainda que o mundo lá fora também guarde possibilidades de descoberta.

Ao retornar, seja da jornada interior ou das estradas externas — que por vezes se misturam —, é tempo de resgatar planos esquecidos, desenhados entre promessas e esperanças na passagem do ano. É preciso deixar que ideias adormecidas respirem novamente, para que não sejam levadas ao esquecimento uma vez mais; pois aprender a habitar o presente é perceber que sonhos exigem ação, e que o caminho para realizá-los começa agora, neste instante. Assim, haverá ainda mais motivos para celebrar: tanto nas pequenas conquistas do percurso quanto nas festas que aguardam no tempo certo.



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