Felicidade e escolhas


Aproveitando-me de que esta fase do ano é especialmente fértil às reflexões que passem em revista as decisões, os planos, o modo de ser etc, é oportuno resgatar uma reflexão que me parece vital ao bem-estar: muito do que nos sobrevém pode resultar diretamente das escolhas que fazemos pela vida afora. É certo que se procurarmos motivos para a infelicidade encontraremos vários, e que, alternativamente, se fizermos uma leitura da vida que privilegie o bem e o que pode ser melhorado, além das lições obtidas pela caminhada, teremos razões de sobra para justificar a felicidade. Estou muito longe de ser um especialista na matéria, mas me parece pouco provável a desqualificação de que a felicidade decorra mais de uma decisão do que de sentimentos ou mesmo acontecimentos, propriamente ditos. Pelo que percebo, é bem possível que com uma simples decisão a felicidade se instale ou seja viabilizada, embora o alerta do sábio continue atual: acima de tudo, tenhamos equilíbrio na vida. Assim, ao que tudo indica, o dia-a-dia apoiaria a hipótese de que o poeta esteja certo ao sugerir que a beleza está nos olhos do observador, o qual, em última análise, escolhe aquilo em que vai focar, se na mancha quase imperceptível ou na pintura que pode ser deslumbrante.



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