Não é mais admissível que o usuário de sistemas computacionais procure manter ferramentas condenadas à extinção, o que até poderá insistir em fazer, especialmente, se desconhecer a arquitetura desses modelos.
Hoje não é só o empresariado ou o profissional técnico responsável que precisa ser flexível, o banco de dados também deverá consegui-lo.
Entretanto, como a maioria dos usuários é leiga no assunto, vislumbra-se de quase tudo, como, por exemplo, de softwares completamente obsoletos a ERPs (Enterprise Resource Planning) ou Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (SIGE ou SIG) incompletos.
Assim ocorre porque nem todo ERP está realmente em condições de atender as demandas gerenciais, societárias e tributárias conforme as especificações do mercado e da legislação envolvida... Por mais contraditório que pareça: nem todo "ERP" é, de fato, um ERP...
Não tenho dúvidas, daqui por diante, o gestor que, se não eliminar, ao menos, deverá reduzir bem o risco fiscal do negócio é aquele que tiver adotado como uma das principais políticas o investimento na compreensão do grau de qualidade dos recursos com os quais conta.
Da mesma forma que de longa data não se admite mais a contratação de um colaborador com base apenas no currículo ou na conversa, a aquisição de sistemas gerenciadores de banco de dados precisa considerar o risco de os anunciantes não terem colocado todas as cartas do jogo sobre a mesa.
Naturalmente, isto não significa que não terão competência para reformular ou, conforme o caso, otimizar o modelo segundo as necessidades da empresa. A questão é de outra ordem. Há tempo hábil para fazê-lo? A relação custo-benefício é satisfatória?
Por outro lado, em que pese a dificuldade em potencial de se cogitar da substituição do software em uso, este é um preço que acabará tendo que ser pago, mais cedo ou mais tarde; porque atualizar o "velho" sistema é tarefa que tende a se tornar praticamente inviável.
Como é pouco provável que o desenvolvedor atual venha a admitir que o seu produto é obsoleto, o recomendável é o exercício do "direito de consumidor". O empresariado precisa conhecer bem o que tem em mãos e, de preferência, tomar a decisão mais sensata "rio acima".
O alerta tem sua razão de ser, pois no mundo empresarial o gestor costuma ser exigido a acertar logo na primeira tacada. Depender de um segundo ou terceiro lance é um luxo que cabe só a amadores.
Outro ponto importante a considerar, contrastando o antigo desenvolvedor e o representante do sistema que promete gerenciar de forma adequada o banco de dados da empresa, é com a legalidade de suas operações.
O mínimo que se exige de qualquer fornecedor, não sendo diferente na área de sistemas computacionais, é que ele esteja com a casa em ordem: inscrições ativas; certidões em dia; suporte real; etc.