"Agora sim estamos a caminho de um novo mundo. O Brasil poderá enfim crescer sem ter que tolerar os parasitas que tanto trabalho e prejuízo já deram à população. Estamos diante do fim de esquemas de toda sorte. Chega de notas superfaturadas, conluios e 'maracutaias'. O político passará a exercer o ofício não por interesses mercenários mas por genuíno apreço à nação. O servidor público não vai mais querer a sua segurança financeira pessoal enquanto quem realmente paga o seu salário e muitas vezes mordomias padece das necessidades mais básicas. Partidos políticos finalmente existirão para representar a justiça, a ética, a verdade..., noutras palavras, o bem comum. Sindicatos, ah, o que dizer deles neste novo cenário? Também terão um papel de extrema dignidade. O 'Programa Brasil Sem Corrupção', veja só, previu que os trabalhadores serão acompanhados por mediadores que antes de tudo querem tão somente o progresso da classe, o qual, aliás, é dependente dos avanços empresariais. Sim porque se a empresa vai bem é justo que os empregados também prosperem. O lucro precisa ser repartido, dentro da lei, claro, cada qual segundo a sua justa contribuição. Que alegria poder assistir o pronunciamento de algum estadista e ser embebecido pela sabedoria imbuída em suas palavras. Chega a ser quase que indescritível o prazer de poder confiar nos Poderes do Estado. Principalmente o Judiciário já vinha apresentado bons resultados, mas contar também com uma atuação de qualidade advinda do Executivo e do Legislativo é algo que antes parecia utópico, sim isto mesmo, irrealizável. Nada de infindáveis CPIs e sindicâncias ou outras desculpas esfarrapadas para apenas ganhar tempo junto à opinião pública. Agora as coisas começarão a funcionar de verdade. Não seremos mais nem obrigados a votar, mas o faremos pela satisfação de saber que a nossa vontade realmente será respeitada. Que mundo maravilhoso. Vamos pagar os impostos cientes de que os recursos terão a destinação mais nobre possível. Nossa sociedade testemunhará o retorno em qualidade de serviços. A mudança é tão expressiva que, além de não ser mais concebível ao cidadão comum a utilização de algum esquema para se eximir da responsabilidade fiscal, por mais absurdo que pareça, o mero pensar no 'jeitinho' será crime capital, certamente, punível com a perda do bem mais precioso... Hein? O quê? Nossa! Não me recordo direito, mas eu devia estar sonhando com algo... Eita! Bem, o despertador 'me diz' para levantar logo."
Programa Brasil Sem Corrupção
Ariovaldo Esgoti
01/03/2013