A ética que realmente interessa


Com alguma frequência encontramos quem condene práticas empresariais voltadas à promoção do bem-estar de certa parcela da comunidade, seja do local em que a empresa se estabeleceu, seja de outros agrupamentos.

Entretanto, embora seja oportuna a reflexão sobre as reais intenções daquele que faz o bem, é mais urgente que o bem, propriamente dito, seja feito, contribuindo-se para o alívio do sofrimento de alguns ou, conforme o caso, de muitos.

Diante da fome e da sede o preciosismo ético é incapaz de oferecer concretamente uma alternativa que vá ao encontro das necessidades mais básicas daqueles que, às vezes, não contam sequer com o mínimo apoio estatal.

"Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal", defendia a moral kantiana, perseguindo uma ação pautada pelo desinteresse, pela imparcialidade, é fato.

Mas, disto não se pode concluir, necessariamente, que não sejam cabíveis ou mesmo necessárias ações que vislumbrem o retorno do bem que se pratica, ao menos, no contexto da lógica empreendedora, afinal, ainda que alguns repudiem, sem lucro (lícito) quaisquer investimentos são inviáveis no longo prazo.



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