Diz o pensador: saber e não fazer, ainda não é saber. A sentença é simples, porém o conceito pode escapar por entre nossos dedos. Por mais desafiadora que seja a tarefa, se quisermos realmente nos manter em paz, precisamos eliminar os menores vestígios de incoerência das nossas vidas. Oportunidades parecem não faltar: Quem somos e com que frequência o somos? Em quem votamos, se é que votamos, e por que os escolhemos? Com quem casamos, trabalhamos, negociamos etc. e por quê? Há quem defenda que a ignorância é abençoada, mas, longe de haver qualquer fio de verdade nisso, o fato é que a inconsciência só serve para consumir um de nossos recursos mais preciosos: o tempo. Além do mais, o desprezo da realidade costuma ser algo útil só nas mãos de espertalhões. Se quisermos construir algo sólido aumentaremos nossas chances de forma expressiva ao mapearmos o terreno, ao identificarmos os recursos de que dispomos, ao planejarmos nossos objetivos e metas, ao buscarmos suprir as habilidades indispensáveis para a caminhada... Enfim, não há atalhos: ou assumimos o controle de nossas vidas ou correremos o risco de viver à margem, num roteiro mal escrito por outrem. Depois não adianta reclamar da sorte. A boa notícia é que a situação poderá sempre mudar, contanto que sejamos a mudança que almejamos.
Assumindo o próprio roteiro
Ariovaldo Esgoti
19/03/2014